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  • Foto do escritorFábio Malavoglia

Episódio 34

Poéticas Públicas: na dimensão das cidade Textos do Episódio



 

Platão Íon 534a, 7-9.

Por acaso não nos dizem os poetas que a partir das fontes de onde mana o mel, em alguns jardins e bosques das Musas, eles bebem seus cantos para trazê-los a nós, como abelhas? (Obs.: o filósofo associa μέλι *mel” a μέλη “canto”)



 


Platão Leis IV, 719c, 1-5


Há um antigo mito que não cessamos de contar...: segundo este mito quando o poeta está instalado na trípode da Musa, perde sua razão; tal manancial deixa fluir o que brota [...].



 


Hermes Fontes

A Fonte da Mata


Depois de longa ausência e penosa distância,

vi a fonte da mata,

de cuja água bebi, na minha infância.

E que melancolia

nessa emoção tão grata!

Ver — constância das coisas, na inconstância…

ver que a Poesia é uma segunda infância,

e que toda Poesia…

Vem da fonte da mata…



 


Sérvio Honorato Comentário das Geórgicas II, 382


“Chamam-se pagani (pagãos) aos que bebem, de algum modo, de uma única fonte".


 


Alberto de Oliveira A estátua

Às mãos o escopro, olhando o mármor: “Quero

— O estatuário disse — uma por uma

As perfeições que têm as formas de Hero

Talhar em pedra que o ideal resuma.”

E rasga o Paros. Graça toda e esmero,

A fronte se arredonda em nívea espuma;

Eis ressalta o nariz de talho austero,

Alça-se o colo, o seio se avoluma;

Alargam-se as espáduas; veia a veia

Mostram-se os braços... Cede a pedra ainda

A um golpe, e o ventre nítido se arqueia;

A curva, enfim, das pernas se acentua...

E ei-la, acabada, a estátua heroica e linda,

Cópia divina da beleza nua.






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